A alegria da destruição

Russian Women Workers in Red Square

Ana Barradas

“As mães de família, cansadas das intermináveis bichas nas lojas, desesperadas por verem os filhos doentes e meios mortos de fome, talvez estejam hoje mais próximas da revolução do que os chefes da oposição liberal e, como é evidente, constituem um perigo bastante maior, porque são a matéria combustível que só precisará de uma leve centelha para se incendiar.”
Estas as apreensões reveladas por um relatório da polícia czarista em Janeiro de 1917. Continuar a ler

O segundo fôlego do nacionalismo

nacionalismo

António Barata

Com a queda dos últimos bastiões do colonialismo nos anos 70, as burguesias nacionais esgotaram o seu potencial democrático-revolucionário. No entanto, nos últimos trinta anos temos vindo a assistir à explosão de todo um conjunto de lutas nacionais que, em vagas sucessivas, se estendem pela Europa de leste, Médio Oriente, Ásia central, África e América Latina. Significa isto que estamos perante uma nova vaga nacionalista e que se precipitaram aqueles que, como a Política Operária, deram como esgotado o potencial democrático e anti-imperialista do nacionalismo? Será que ainda há lugar para revoluções democráticas, mesmo sendo o capitalismo dominante nesses países? Continuar a ler

Francisco Martins Rodrigues: sobre a atualidade do conceito de Imperialismo

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Que cem flores desabrochem! Que cem escolas rivalizem!

Essa postagem continua as publicações que o Blog Cem Flores vem fazendo para celebrar o primeiro século do livro de Lênin, “Imperialismo, Fase Superior do Capitalismo”. Já publicamos trechos do livro de Lênin (http://cemflores.blogspot.com.br/2016/10/nos-100-anos-de-imperialismo-fase.html) e também o discurso de um dirigente do Partido Comunista da Grécia, KKE (http://cemflores.blogspot.com.br/2016/11/100-anos-de-imperialismo-fase-superior.html) sobre o imperialismo. Para cada uma dessas postagens, preparamos apresentações dos textos, buscando ressaltar seus aspectos mais importantes e debater suas formulações, sempre visando discutir a atualidade do conceito leninista de Imperialismo.

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As 10 estratégias de manipulação mediática

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Noam Chomsky

  1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais” (citação do texto Armas silenciosas para guerras tranquilas).

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Pequena história do movimento operário e do Partido Comunista

pcp

Francisco Martins Rodrigues

Esta é a reprodução de uns apontamentos feitos nas cadeias do Aljube e Caxias, no início dos anos 70 sob o título “Elementos para a história do movimento operário e do movimento comunista em Portugal”. Reproduzidos em duplicador (antes do 25 de Abril?) (em 1975?) pelas Edições José Gregório, circularam nos meios marxistas-leninistas.
A sua intenção era servir fins didácticos, para dar noções elementares aos militantes jovens em cursos de formação dos presos. Com naturais deficiências por serem feitos de memória, sem recurso a materiais de consulta, as informações que contêm são correctas.
A sua leitura tem actualmente um interesse sobretudo histórico
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